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19 de Junho de 2021
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    A malvada amante na religião

    Sérgio Henrique da Silva Pereira, Jornalista
    há 5 meses


    O caos num relacionamento é o individualismo.

    Ataques espirituais, o 😈 diabo contra Deus. Orai e vigiai.

    Segundo a tradição judaico-cristão, festas, álcool, funk, tudo obra do demo.

    Para "salvar", vale tudo "abençoado": sabonete; lenço; água.

    A fraqueza humana é inerente por ser espécie humana.

    O problema. O diabo tem mais força. No caso, para os evangélicos. Para católicos, as missas, as oratórias dos padres são em nome de Deus, não do capeta. Para o catolicismo, o diabo não é tão falado.

    Para as religiões africanas, o mal existe, as escolhas pessoais tem mais a ver. Para o Espiritismo, o mal inexiste, a ignorância, a teimosia, a ganância. Para o budismo, a ilusão da matéria.

    Estava assistindo canal religioso. A malvada amante. Para "amarrar" o homem, este casado, a gravidez. Ou seja, a culpa para a destruição da família, do bom pai e marido: a malvada amante.

    Nessa concepção, o marido traidor deve ser perdoado pela "tentação" da carne, da ação invisível do diabo.

    Isso isenta o traidor, o bom marido chefe de família. A mulher traia, a vítima. Mas deve entender que o marido foi "tentado" por algum "feitiço".

    Se a boa esposa não compreender o seu marido, por ter "caído na tentação", ela é "sem amor no coração".

    E a nova vida no ventre da amante? Nada tem a ver com a ação do marido traidor.

    A amante resolve abortar. Além de destruidora do "lar doce lar" do marido é assassina.

    Nisso. O homem "carne fraca", sob poder do diabo, é esquecido, ou perdoado. A mulher traída, a maior vítima.

    Todavia, como já assisti em outro canal religioso, a mulher oficial pode contribuir para a tradição do marido, como negar o "direito do prazer" na relação de pessoas casadas. Como não é mais possível o estupro marital, a persuasão para a mulher casada honrar com o casamento.

    No final de tudo, o diabo realmente triunfou. A confusão cega, a razão não existe. Levantes populares religiosos contra a amante, contra a Justiça que garantiu, pelo ativismo judiciário, o aborto até terceiro mês de gravidez.

    Enquanto isso, o "bom marido" não é censurado, mas perdoado. E continua com sua irresponsabilidade, já que não quer usar preservativo. Além disso, considera-se como homem e tem "desejos", por força da natureza em espalhar a sua genética. A esposa deve entender.

    O feto, sem culpa de nada, pela lógica do não aborto, por motivos religiosos, deve se desenvolver. Já fora do ventre, uma criança. Possivelmente, dentro de alguma igreja, os olhares preconceituosos por ele ser fruto de traição.

    A esposa traída, provavelmente, sob os olhares censores religiosos, a culpada pela traição.

    No final de tudo, a mulher é sempre a culpada, não o homem, independente se a mulher é amante ou não.

    No céu Jesus diz:

    "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem."

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