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20 de Julho de 2017

Estado Mínimo, reforma no sistema trabalhista e excesso de cargos públicos aliado aos supersalários: a dignidade humana em jogo

Sérgio Henrique da Silva Pereira, Jornalista
há 7 meses

Ao me referir "proletariado", estou designando o trabalhador brasileiro como caixa de supermercado, vendedor, entregador, motorista de ônibus, balconista etc. Quando há crise econômica, esses trabalhadores ficam endividados, pois o que ganhavam mal dá para pagar suas despesas básicas: luz, água, aluguel, condomínio. Vivem tais trabalhadores, na fronteira da miséria. São os mais prejudicados por crises econômicas. Se tivessem salários dignos — além de honrar as despesas básicas — poderiam investir em neles mesmos — fazer curso profissionalizante ou universidade; virar empreendedor — não seriam tão prejudicados.

Interessante observar profundas mudanças nos direitos trabalhistas no Brasil e em outros países. As leis trabalhistas são, sem dúvida, avanços à defesa da dignidade humana dos trabalhadores. A Revolução Industrial mostrou o lado negro do ser humano: escravizar.

O salário mínimo foi uma "cala boca" do trabalhador explorado. A "Mais Valia", de Karl Marx, mostrou como o Capitalismo é desumano neste aspecto humano. Taylor e Ford foram homens que inovaram os meios de produção, conduto, o ser humano não era mais autônomo: passou a ser uma prolongação da máquina. As rotatividades nas fábricas de Henry Ford alcançavam 100 trabalhadores por dia, mesmo que o salário fosse um dos mais altos do mercado. Por que essa rotatividade? As condições laborais eram extenuantes e perigosas aos trabalhadores. Entre a qualidade de vida — não ter membros amputados, por exemplo — e ganhar melhor salário, a vida era preferível.

A tecnologia viabilizou, desde a Revolução Industrial, maior produção de produtos e, como o tempo, melhor prestação de serviço. A partir da década de 1970, na Inglaterra, e posteriormente na década de 1980, nos EUA, o neoliberalismo mostrou sua face: a mesma da Revolução Industrial, exploração. Países com legislações trabalhistas mais frouxas, ou inexistentes, permitiram que transnacionais se fixassem. Na promessa de melhorar as condições do povo anfitrião, os anfitriões viram-se com algemas invisíveis, mas capazes de ferirem seus direitos humanos. Crianças, idosos, mulheres, a exploração não fazia distinção. Por exemplo, pelos escândalos na época, Nike e Rebok se comprometeram em vigiar e controlar suas empresas em outros países para se evitar o trabalho análogo ao escravo.

Milton Friedman explicou o Livre Mercado pela produção do lápis. (1) Não importa como e onde era feito, o que interessa é que qualquer pessoa poderia ter lápis. E todos, trabalhadores e usuários ganhariam. Friedman está certo, só quem o fornecedor não quer, em muitos casos, de saber das condições laborais dos empregados: o lucro é o fim; o esforço humano, o meio, e seja lá como for. O trabalho análogo ao escravo aumentou muitíssimo a partir do século XX. Importante também frisar que a tecnologia criou um bolsão de desempregados. Por exemplo, a quantidade de bancários reduziu graças ao aumento de caixa eletrônico. As filas aos guichês aumentaram, o que levou a intervenção estatal em exigir limite de tempo no atendimento ao cliente.

Contemporaneamente, argumenta-se que a legislação trabalhista causa enorme ônus aos empregadores. Um empregado sai, pelos direitos trabalhistas, por dois. Hora extra? Quem no Brasil consegue receber, como manda a lei, a hora extra? Geralmente se compensa o dia trabalhado por algum outro benefício que não seja dinheiro na mão. Férias? Os problemas são muitos, e os Tribunais Regionais do Trabalho estão sobrecarregados. Quem trabalha em shopping, geralmente, ganha conforme vende. Pejotização de profissionais da área de saúde é um dos crimes mais praticados contra a legislação trabalhista. Diante de tudo, o que querem mais os, principalmente, as corporações?

Baseando-me na mentalidade de Milton Friedman, os produtos seriam baratos, mas o que se vê é o oposto. Por quê? Temos o protecionismo dentro dos próprios países, os quais cobram taxas de importações altíssimas, os atravessadores cobrando mais de 500%, em alguns casos. Ao produtor mesmo, os míseros centavos. Exemplo prático de ganância aconteceu durante a Copa Mundial de 2014, no Brasil. Os serviços e produtos, no Rio de Janeiro, ficaram mais altíssimos. Procura e demanda, dirão os fornecedores. Bom, a lógica seria manter ou diminuir os preços dos serviços e produtos, já que há aumento de clientela. E quanto em casos de desastres? A necessidade favorece ao mais forte: aumenta-se o produto; compra quem pode. Pergunto, e há aumento, significativo para o trabalhador? Claro que não. O salário será o mesmo.

Porém, digamos que o sistema de meritocracia — trabalha mais, maior ganho — seja aplicado. A condição de vida melhora? Ou seja, há melhoria na qualidade de vida do trabalhador? Digo que não. E temos como o exemplo o crédito fácil: adquire, e morra depois. O que possibilitou aos trabalhadores certa melhoria (mobilidade social) na qualidade de vida — principalmente compra de eletroeletrônicos e eletrodomésticos; e, depois, automotor, aquisição de nova residência — fora o crediário. Uma verdadeira "corrida dos ratos" (Pai Pobre e Pai Rico): o que tem serve como abatimento. Essa falsa segurança da prosperidade desencadeou a Crise Imobiliária de 2008, nos EUA. No Brasil, tivemos, em 2014, a crise econômica a qual todos vivenciam atualmente. Os superindividados assim são pela efêmera condição de prosperidade.

Cada vez mais se justifica a redução do Estado Social para que o Estado Liberal permita que as empresas lucrem mais e mais. A dignidade humana dos trabalhadores é jogada pelo ralo. No entanto, no caso do Brasil, os trabalhadores são violados não somente pelas empresas, mas também pelos próprios representantes. Os supersalários dos agentes políticos são típicos de monarcas absolutistas. O proletariado sustenta as mordomias dos agentes, em geral. O aumento de cargos e funções onera os cofres públicos, e a EC nº 19/98 também vai parar no esgoto. Enquanto o setor público atrai, desde a década de 1990, os cidadãos brasileiros — quem possui tempo e dinheiro para virar concurseiro —, o setor privado causa pavor aos brasileiros que desejam a qualidade de vida que os cargos e funções públicas oferecem. A PEC dos Gastos Públicos tem causado severa rejeição aos ocupantes de cargos e empregados públicos. Digo, não é o setor público que tem que ser atrativo para os brasileiros, mas o setor privado.

O proletariado da iniciativa privada tem ao seu desfavor:

1. Violações trabalhistas pelo setor privado;

2. Sangria salarial, pois o que ganha é para pagar impostos. E disso garantir os supersalários dos agentes;

É uma verdadeira escravidão institucionalizada ao proletariado? Sim. Os anos de trabalho, no final, são roubados. Na velhice, a dor. Ainda há a terceira causa que é a segmentação (gênero e raça) e a desigualdade de renda. Ou seja, divisão social do trabalho e estratificação social. O subemprego — limiar entre o emprego e o desemprego — representa o modelo perverso de escravidão moderna humana. Qualquer reforma no Brasil tem que ser visto com luneta. Nas entrelinhas, os direitos sociais sempre foi objeto de reducionismo. Há forte pressão empresarial (dos perversos empresários) na conduta dos representantes. Digo mais, se houver congelamento nos direitos sociais, o Brasil dar passos gigantescos de retrocessos ao que foi alcançado a partir de 1990.

Como melhorar o Brasil?

1. Os gastos públicos devem estar pari passu com o principio da eficiência (caput do art. 37 da CRFB de 1988)

2. Diminuição dos cargos públicos e dos ganhos (remunerações e vantagens) dos monarcas (agentes);

3. Aplicação eficiente da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção;

4. Diminuição da carga tributária — atualmente a carga tributária brasileira sustenta as mordomias dos agentes, principalmente dos políticos, e não aos objetivos da CRFB de 1988;

Aplicando esses quatro princípios: o Estado não ficará sobrecarregado com gastos relativos à folha de pagamento com pessoal (agentes); eficiência administrativa (capacitação do administrador público e dos servidores, uso racional dos materiais); aplicando, eficientemente, a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, menores prejuízos econômicos ao Estado, principalmente por diminuição de processos judiciais; menor a folha de pagamento e mordomias aos agentes públicos, a carga tributária será menor, mas, mesmo assim, ela poderá ser suficiente para garantir o Estado Social.

Com certeza, a mobilidade social seria dinâmica e saudável. Não haveria, ou seria diminuto, soberba e revolta entre os cidadãos. A soberba de ser "privilegiado", e humilhar quem não é; a revolta, de não ser privilegiado, e atacar (defesa) os soberbos. A sociedade seria humanizada, não desumanizada (máquina antropofágica).

Leia também:

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REFERÊNCIA:

(1) — - YouTube. O Lápis e o Mercado Livre. Disponível em: https://www.youtube.com/embed/13JnlhctlaM

36 Comentários

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Nobre professor Sérgio, Karl Marx estava errado quanto à mais valia. O único argumento científico de seu trabalho era equivocado. O valor da mercadoria não tem relação com o trabalho empregado, mas sim com o que o consumidor está disposto a pagar por ela, em razão de sua utilidade para ele e da escassez do produto.
Discordo com grande parte de suas críticas à meritocracia, que só não existe quando o Estado resolve interferir na atividade privada (veja só, ele não é a solução, ele é o problema, como bem sabia o Ilustre Milton Friedman).
Mas parabéns pelo texto, concordo sobretudo com as soluções propostas. continuar lendo

De fato, a teoria da mais valia não é mais adotada no âmbito das faculdades de economia. A base da mais valia é a teoria do valor trabalho, a qual foi derrubada por uma obra do austríaco Carl Menger. Quem já ouviu falar de "teoria da utilidade marginal" ou "revolução marginalista" conhece então a teoria modernamente utilizada em economia para estudar a formação de preços dos produtos ou serviços dentro do mercado. A teoria do valor trabalho, e consequentemente a mais valia, morreu há mais de cem anos no âmbito da ciência econômica. continuar lendo

Perfeito, Hyago. No dia em que os juristas, sociólogos, historiadores, etc. entenderem um pouco de Economia, verão que Marx estava muito errado. continuar lendo

Hyago,

Já pensou se o Estado não interferisse? Temos os princípios do CC 2002 como eticidade, sociabilidade, operabilidade. A função social do contrato permitiu que os contratos não fossem do tipo Mercador de Veneza.

Discordo da parte "O valor da mercadoria não tem relação com o trabalho empregado (...)", pois, por exemplo, um lapidador irá cobrar conforme a qualidade da pedra, o esforço e o tempo gasto. Nos orçamentos em geral é sim cobrado mão de obra. Se não é verdade, por que obrigatório constar no contrato a mão de obra no orçamento (CDC)? Vamos ao serviço prestado por médico. Existe consulta e ela é paga. Isso não é mão de obra? Os termos mudam, mas a essência é a mesma.

Milton Friedman teve boas intenções. Acontece que a autonomia privada plena [libertarismo] causa caos — natureza humana; somos os únicos seres vivos com capacidade e vontade de dizimar vidas e destruir o próprio planeta. O que pensar do 'canibalismo consentido', da venda de órgãos na Ásia para quitar dívidas com o empregador?

Vamos falar de comerciais. Pela meritocracia cada qual pode ter o que bem quiser. É só trabalhar e pronto. Pergunto, qual o lado moral das publicidades sobre cirurgias plásticas sem ética? Para que Server o CONAR então? 'O Olho do observador', de Além da Imaginação — assisti quando era adolescente. Vale à pena assistir e pensar sobre o que acontece com a meritocracia da beleza. E publicidades são feitas por habilidosos profissionais que estudaram, e sempre estudam a psicologia comportamental.

'(...) o consumidor está disposto a pagar por ela, em razão de sua utilidade para ele e da escassez do produto.'”, vamos lá. Como dito, as publicidades usam a psicologia comportamental — cito Ivan Pavlov, por exemplo — habito condicionado. O consumismo é fruto da aplicação das técnicas de psicologia comportamental. Qual a utilidade do cigarro de tabaco? Se você é libertário deve pedir ao Estado que não proíba comerciais sobre cigarro de tabaco. E as empresas podem, como já fizeram, colocar uma criança fumando. Como estamos perto do Natal, que tal Papai Noel fumando cigarro de tabaco e oferecendo às crianças? Nada mal. Se as publicidades não influenciam, por que o Estado interveio e proibiu? continuar lendo

Antes de tudo, Feliz Natal e Próspero Ano Novo para você e sua família.

Preparei texto sobre Milton. Seu suas ideias são importantes para explanarmos sobre libertarismo.

Desafios aos [falsos] libertários: Milton Friedman defendia o controle do Estado sobre a economia

http://sergiohenriquepereira.jusbrasil.com.br/artigos/417300562/desafios-aos-falsos-libertarios-milton-friedman-defendiaocontrole-do-estado-sobreaeconomia continuar lendo

Parabéns pelo artigo professor Sérgio.

Já que o Brasil está em crise econômica, por que o Congresso Nacional não regulamenta o Imposto sobre Grandes Fortunas, previsto no art. 153, inciso VII, da Constituição Federal ????

Ao invés disso, o Estado decidiu onerar os pobres, por meio da reforma da previdência, ou seja, nossos políticos decidiram tirar dinheiro de quem não têm.

Por que os políticos não falaram nada sobre alterar a previdência especial que eles possuem? eles se aposentam com salário integral após 8 anos de mandato, um privilégio incompatível com a situação atual de crise econômica que o Brasil enfrenta.

Será que os políticos não regulamentaram o Imposto sobre Grandes Fortunas porque são eles, os políticos, os proprietários das grandes fortunas?

Já passou da hora do povo reagir e não se deixar enganar pelas mídias financiadas pelo governo. continuar lendo

Caro Norberto,
Do deles antigamente nunca tiraram, hoje não tiram, amanhã não irão tirar, e num futuuuuuuuuuuuuuuuro bem próxiiiiiiiiiiiiiiimo [ ?????????? ], é que não vão tirar mesmo; e nos finalmente, as contas sempre são os mesmos que pagam "A classe média", pois quem não recebe condignamente, não tem como pagar, pois até entram na "Isenção de Imposto de Renda - IRPF"; quanto ao restante das contas, não tem como fugir [ mercado, energia, água, IPTU, transporte, aluguel, etc.... ] todos entram na dança, uns com "sobra", outros com "pouca reserva" e finalmente os na "medida" ou seja sem reserva, popularmente falado, no pêlo mesmo; pois, para os "abastados", os ricos e milhonários, essas contas não fazem nem cósegas, como diz o velho ditado: "não pesam no bolso".
Quanto às mídias, infelizmente no nosso País não tem como fugir dela, pois a grande maioria por não terem instrução à altura, não teem como compreenderem e muito menos avaliar as diferenças entre as verdades "verdadeiras", contra as "falsas" verdades, lançadas aos 4 ventos. continuar lendo

Antes de tudo, Feliz Natal e Próspero Ano Novo para você e sua família.

Desafios aos [falsos] libertários: Milton Friedman defendia o controle do Estado sobre a economia

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lamentável ver num portal tão sério um artigo que começa com "a Revolução Industrial mostrou o lado negro do ser humano: escravizar" -- como se não existisse escravidão até dois séculos e como se não fosse exata e precisamente a Revolução Industrial que ocasionou que condições miseráveis sejam exceções não mais a realidade da maioria da população mundial --;
ainda cita Karl Marx, um filósofo que comprovadamente falseou dados estatísticos para basear sua teoria, esta que deu origem a praticamente todos os genocídios do Século XX;
depois critica o "neoliberalismo" (que demonstra profundo desconhecimento ao dizer "procura e demanda") mas reconhece que o que restringe o enriquecimento do trabalhador é o protecionismo;
por mais cita também a crise imobiliária americana de 2008, causada apenas por intervenção do Estado -- que está sempre procurando agigantar-se --;
afirma que o Estado Liberal permitiria que AS EMPRESAS lucrassem mais, como se cada cidadão não pudesse ser empresário/autônomo/profissional liberal (pois classifica logo a eles, os geradores de emprego, como "perversos") e como se estes também não trabalhassem muitas vezes até à exaustão, e logo após desaprova a carga tributária sobre o assalariado.
Tanta contradição é o resultado da falta de argumentos a favor de um ponto de vista incoerente. continuar lendo

Olá,

Gosto de fazer os leitores refletirem e largarem as convencionalidades [doutrinações]. Gosto, mais ainda, fazer comparações entre Capitalismo e Comunismo, em questões de direitos humanos. E também dobre as filosofias. Já encontrei muita contradição de quem defende peremptoriamente o Capitalismo ou de quem defende o Comunismo, ou o próprio socialismo. Também quem defende filosofia libertária ou utilitária.

No artigo O Estado versus libertários, o direito de matar em legítima defesa você fez comentários, dentre eles:

"Fascinante análise.
Por eu ser conservadora, assim como Jair Bolsonaro, eu nunca havia cogitado a visão libertária a respeito do projeto de lei 7104/14.
Como a visão marxista é dominante -- quase compulsória -- nos ambientes acadêmicos, até dentre os mais letrados é raro quem saiba o que é a simplória Filosofia Libertária.
Parabéns pelo artigo."

http://sergiohenriquepereira.jusbrasil.com.br/artigos/381487828/o-estado-versus-libertariosodireito-de-matar-em-legitima-defesa

Fica impossível sintetizar tudo aqui. Recomendo leitura de outros artigos:

Uma [rápida] conversa entre Karl Marx e John Locke
Karl Marx e John Locke conversam sobre manipulação política

Paul Krugman, Joseph Stiglitz e Amartya. Neoliberalismo é uma praga;
Autonomia da vontade e os limites do Estado;
Desafios para operadores de Direito, sociólogos, políticos, jornalistas, “coxinhas” e "PTralhas”. Comunismo versus Capitalismo;
O que Michael J. Sandel diria sobre furar filas no SUS e no Congresso brasileiro?
A Teoria da Justiça de John Rawls e o leiloar da virgindade
As ditaduras disfarçadas. Descortinando democracias e seus direitos humanos
Canibalismo consentido, qual a resposta dos libertários?

Por último:

Celso Antônio Bandeira de Mello dissertou sobre o neoliberalismo:

" (...) o neocolonialismo encontra ambiente muito propício para medrar em nosso meio cultural e, pois, no seio do direito administrativo brasileiro, por termos, ainda, uma mentalidade acentuadamente marcada pela subserviência ideológica, típica do subdesenvolvimento de país que persiste pagando um pesado tributo ao colonialismo. "

Obrigado! continuar lendo

Olá.
Pelo simples fato de você empregar o termo "capitalismo" e insinuar que há diferenciação entre "socialismo" e "comunismo", já fica evidente que seu ponto de vista é unicamente a partir da doutrina marxista.
Aquele seu artigo me serviu para conhecer os argumentos para o ponto de vista distorcido dos libertários, mas não me fez perder a noção da realidade (mal que a esquerda costuma sofrer).
Mas obviamente não é nada pessoal, não é porque critiquei este artigo seu que eu necessariamente deixe de elogiar um proximo.
Abraços. continuar lendo

Olá, mais uma vez.

Não sei a sua idade, mas vivenciei um pouco da ditadura. Quem sou eu para não permitir críticas. Coloquei a sua mensagem como forma de dizer que, infelizmente, construiu-se uma visão supracapitalista e supracomunista, pela Guerra Fria. Não sou extremo de defender ideologias, pois cada qual tem seus erros e acertos. Defendo sim, o melhor para a humanidade: sempre há o lado bem no pior. Nenhuma Revolução consagrou realmente os direitos humanos, mas deram ensejos à construção destes direitos. Impossível colocar tudo neste artigo, daí coloquei alguns links [leia também].

"Pelo simples fato de você empregar o termo"capitalismo"e insinuar que há diferenciação entre"socialismo"e"comunismo", já fica evidente que seu ponto de vista é unicamente a partir da doutrina marxista."

A ONU unificou os Pactos [civil e político ao social, cultural e econômico} no Pacto de San Salvador. Antes disso, os blocos políticos discutiam 'o melhor'. Não cabe mais usar ideologias Muro de Berlim neste século. Donald Trump é um comunista? Pois quer não quer o Livre Mercado, e tem apreço pela Rússia - mesmo que seja econômico. Ditador, totalitarismo, fascismo: depende de como se interpreta. Violações dos direitos humanos existiram, o século XX, em qualquer país de qualquer bloco.

"(...) mas não me fez perder a noção da realidade (mal que a esquerda costuma sofrer)."

Aqui no Brasil ainda há - aliás, até nos EUA - a concepção de direitos sociais e 'esquerdopata'. Por favor, o que seria 'esquerda ' sua mentalidade? Prometo que irei responder dentro dos direitos humanos.

Obrigado mais uma vez. continuar lendo

Olá digo eu agora.

Caro professor; que "geléia geral" você desenvolveu. Parafraseando Marx, o comunismo é a doença infantil do socialismo. E ambos terminam quando termina o dinheiro dos outros. Dos que produzem, geram riquezas.

Khayte Profeta acertou em cheio. Esquerdista disfarçado de libertário. E de libertário-utópico-teórico-manipulador.

Sorry, nada pessoal, claro. (E viva a Terra das Oportunidades.) continuar lendo

Sérgio, não quero prolongar-me aqui, mas esclareço que sou cristã e sei que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita (se quiser saber em detalhes qual é essa vontade, basta perguntar pessoalmente a Ele); a única ideologia que defendo é que todos tenham um relacionamento íntimo com Jesus Cristo (nem gosto de religião, me refiro a de fato conviver com uma Pessoa).

Meu avô é comunista e era profundamente engajado no sindicato naval do Rio de Janeiro em março de 1964; ele nunca teve contato com ninguém que tenha sido agredido pelo governo militar, e visto que haviam eleições presidenciais, ainda não encontrei motivos técnicos para chamar esse período -- que foi iniciado quando o Congresso cassou o mandato presidencial de acordo com o rito constitucional vigente -- de "ditadura".

Definição de "direita" e "esquerda" política não é pessoal, é técnica:
"Direita" na moral conserva os valores judaico-cristãos e na economia defende liberdade com prioridade ao indivíduo,
"Esquerda" na moral é progressista, propondo uma ruptura aos valores judaico-cristãos, e na economia defende protagonismo do Estado com priorização do coletivo.
Isso não é "minha mentalidade", mas conceito indiscutível. continuar lendo

Antes de tudo, Feliz Natal e Próspero Ano Novo para você e sua família.

Seu suas ideias são importantes para explanarmos sobre libertarismo.

Desafios aos [falsos] libertários: Milton Friedman defendia o controle do Estado sobre a economia

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Poderia ganhar o prêmio CUT com esse artigo superficial. continuar lendo

É só acompanhar os demais artigos. continuar lendo

Antes de tudo, Feliz Natal e Próspero Ano Novo para você e sua família.

Preparei texto sobre Milton. Seu suas ideias são importantes para explanarmos sobre libertarismo.

Desafios aos [falsos] libertários: Milton Friedman defendia o controle do Estado sobre a economia

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