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16 de Setembro de 2019

Qualidade de vida em Cuba é melhor do que no Brasil e nos EUA

Sérgio Henrique da Silva Pereira, Jornalista
mês passado

"MP da liberdade econômica". O nome é lindo e nos faz crer em dias melhores.

Liberdade econômica soa como "menos Estado" nas relações privadas. Os EUA é um país liberal, na economia, mas conservador, nos costumes (racistas).

Racismo está em todas as partes, desde o surgimento da humanidade. No livro Uma Breve História da Humanidade, o surgimento do Homo Sapiens trouxe mudanças, e nada boas. Guerras, genocídios.

Tanto no livro supracitado quanto no livro Uma Introdução às Culturas Humanas, de Dennis Werner, os neandertais cuidavam um dos outros.

No livro The Spirit Level, de Richard e Kate, as desigualdades sociais. Tem artigos divulgados por mim com menções aos estudos dos autores.

Pelas pesquisas de Kate e Richard, os EUA estão no topo das desigualdades sociais, mesmo sendo "liberal na economia".

O site Bloomberg divulgou o índice sobre países mais saudáveis (Healthy Nation Rankings: These Are the Healthiest Countries - Bloomberg. Disponível:

https://topeteglz.org/2019/02/26/cuba-el-pais-mas-saludable-de-america-latina-superandoaeeuu-2019/)

Cuba, apesar de décadas de embargos econômicos, supera, em qualidade de vida, os EUA e o Brasil.

Liberdade econômica garante dignidade humana? Não. No livro The Spirit Level, os problemas nas desigualdades sociais não estão focados tão somente nas desigualdades econômicas, o principal problema nas desigualdades estão nas percepções entre os indivíduos de mesma sociedade.

As percepções de "melhor", "mediano" e "pior" entre as classes sociais causam concentrações de riquezas, limitações de ascensão socioeconômica entre os cidadãos.

As condições de bem-estar e capacidade pessoal estão associados à posição socioeconômica. E quanto maior o conceito de riqueza pessoal e imagem na sociedade, maior o consumo de ansiolíticos, maiores os preconceitos e os racismos, a obesidade mórbida também é uma das consequências.

Ainda no livro The Spirit Level, o vulgar é condição de medíocre. Assim, alimentar-se no próprio lar não tem a mesma emoção (status) quando se alimenta num shopping. Essa mentalidade está nos jovens. Ou seja, o conceito de medíocre e "estar por cima" é com base no local no qual se encontra. Essa percepção entre os jovens construirá comportamentos e percepções entre os próprios cidadãos. Seletividade e papéis sociais.

A desburocratização é importante, desde abertura de firma até obtenção de informações relevantes aos soberanos sobre os gastos públicos, obras e serviço públicos, despesas com folha de pagamento de agente público etc.

Tributos. O grande mal está nos desvios de finalidade, nas imoralidades administrativas, nos conluios, nos supersalários dos agentes políticos.

Desigualdades. Desigualdades econômicas não estão relacionadas somente na capacidade pessoal, a meritocracia.

História. Minorias, como mulheres, LGBTs, indígenas, afrodescendentes, pessoas com necessidades especiais, não tiveram as mesmas oportunidades sociais e econômicas. Alguns, desta classe, tiveram por outros fatores, a adequação confirme o utilitarismo "maioria".

Entre os próprios homens cisgêneros, a ascensão pela localidade, pela condição social, pelo "sangue nobre". Assim, não importa se olhos claros ou castanhos, nasceu em família cuja posição social é classificada como pária, dificilmente sairia de da condição social.

Adam Smith vivenciou uma condição de sua época, a concentração de riquezas, principalmente entre reis, clero e mercadores.

A "mão invisível" somente seria possível pela liberdade, isto é, sem oligopólios, sem privilégios para certas classes sociais.

Karl Marx presenciou, a utopia da "mão invisível" não se concretizou; com a industrialização o aumento das desigualdades sociais pelas concentrações das riquezas nas mãos de poucos.

Tanto Adam Smith quanto Karl Marx verificaram as causas das desigualdades sociais e econômicas, por concentrações de riquezas e privilégios para alguns.

No documentário Gigantes das Indústrias, os novos meritocráticos Rockefel, Vanderbilt, Carnegie, Ford e Morgan. O poder. O limite do poder de conquistar o mercado estava na Casa Branca. A contumaz Parceria Público-Privada Ímproba. O que diriam Smith e Marx sobre isso? Ford e a linha de montagem inovadora. Condições laborais ruins, salários, os mais altos do mercado. Mesmo assim, pelos inúmeros acidentes de trabalho, a rotatividade dos trabalhadores eram comuns.

A liberdade, seja ela social, econômica, contratual, é o alicerce da meritocracia.

Ditadura. Seja ela pelo capitalismo ou comunismo, a concentração de riquezas e as desigualdades sociais.

Capitalismo de Alcova, durante a escravidão, poucos tinham dignidade. Comunismo, enriquecimento de quem tem poder, poucos tinham dignidade.

Democracia ou ditadura, pode-se ter liberdade econômica para alguns, enquanto outros não. Liberdade de negociar, conforme o utilitarismo.

Durante os impérios, romano, americano e europeu, as riquezas circulavam, poucos se beneficiavam.

Brasil. Desenvolvimentos industriais nos governos de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. As desigualdades sociais continuaram.

Liberdades. Para os libertários, como Paulo Guedes, a burocracia do Estado dificulta o desenvolvimento econômico dos particulares. O resultado é a desigualdade social. A liberdade econômica depende da desburocratização. No mundo das ideias, de Platão, Milton Friedman e Paulo Guedes, tudo funciona como deve ser. Nietzsche diria "ídolos de pés de argila". E é verdade.

Cartéis, trustes, holding. Neste último, alguns empresários tentam tornar o patrimônio inatingível para os credores não receberem o que têm de direito.

No Brasil existem vários monopólios e oligopólios, desde telecomunicações até empresas jornalísticas. Não há liberdade, e sem liberdade a dignidade é para poucos.

Cuba é um espinho nos pés dos capitalistas dos EUA. Décadas de embargos econômicos dos EUA e dos demais países afins, tudo em nome da perpetuação da democracia e combate ao comunismo. Este impede todos os direitos humanos, iniciando pela liberdade econômica. E Liberdade econômica é possibilidade de se alcançar plena dignidade.

Albânia. Ditadura stalinista de Enver Hoxha, entre 1944 e 1985. No Globo Repórter, a felicidade dos habitantes, principalmente dos anciões, pela extinção do comunismo. Os alimentos eram escassos, a quantidade de horas no trabalho eram extenuantes, trabalhavam homens, mulheres e crianças.

Trabalho sem ascensão econômica, ou seja, sem liberdade de possuir o quanto se quer, de bens materiais, pelo resultado do trabalho.

Se há verdade quanto mais se trabalha, maior a qualidade de vida, os EUA seriam exemplos de não desigualdades sociais, de inexistentes, ou pouquíssimos moradores de rua. Aliás, em vários estados, quem morar na rua será multado. A realidade nos EUA. Como pagará se morar na rua não é opção livre e consciente? Multa, dívida ativa. Condenação. Regime fechado. O preso deve pagar pelo tempo de sua condenação. Alimentação, alojamento, prestação de assistência à saúde. São gastos. Não era melhora aplicar pena de galés? Deus salve o rei!

Retornando para Cuba e sua qualidade de vida. Mistério. Ou a população tem ajuda do Estado (social)?

Suécia, Portugal, Espanha, Suíça, Finlândia, Noruega, Japão. The Spirit Level, menos desigualdades sociais do que nos EUA.

Possível depreender, a liberdade econômica, do livre mercado, interno e externo, aliada ao Estado social garantem dignidade humana. Cargo público não pode ser um fim para se ter qualidade de vida, que diga a Suécia.

Os tributos, quando atendem suas finalidades, garantem dignidade, na educação, na saúde. A desburocratização evita corrupção. No Brasil, a burocratização nos órgãos públicos - consequência da legislação - faz nascer atravessadores para facilitar, por exemplo, abertura e encerramento de empresa. Claro, corrupções, ativa e passiva, tornam-se "normoses". Disso, no inconsciente coletivo BRASILEIRO, "quem tem qualidade de vida comete, ou já cometeu, crime".

Aumento das exportações. O Brasil sempre foi ótimo nisso. Dizem que é para melhorar o "país do futuro", o Brasil. No entanto, o futuro nunca é concretizado. Por quê? Porque a economia não é para beneficiar a totalidade dos cidadãos brasileiros. No Japão, a carga horária laboral é uma das maiores do mundo, o suicídio, como consequência, é altíssimo. A diferença do Japão para o Brasil, no Brasil se morre sem nenhuma dignidade, pois o Estado social não funciona, e já existiu? No Japão, o Estado social funciona, na saúde, na educação. Tem-se no Japão alguma "morte digna", enquanto no Brasil "digno descarte". Digno, pois o proletariado, desde padeiro, engenheiro, médico até advogado, trabalham para grandes empresas. Quando doentes ou aposentados, os proletariados não têm mais dignidade por não terem mais nenhuma serventia. E o Capitalismo de Alcova.

O Capitalismo Humanístico garante que cada cidadão possa, pelos próprios esforços, ascender socioeconomicamente, na fase produtiva, isto é, com saúde. Quando há patologia, o Capitalismo Humanístico não "abate" o "peso morto" - custo benefício - da sociedade. O mesmo em relação aos idoso: não são "gastos desnecessário" aos outros seres humanos "produtivos".

O Capitalismo Humanístico alia liberdade econômica com o Estado social. Menos burocratização, proteção do Estado e da sociedade aos necessitados. Ainda, tanto o Estado e a sociedade agem para incentivar os cidadãos com dificuldades de empreender. Quantos "Sílvio Santos", "Bill Gates" etc. existem? Sim, há diferenças naturais entre os Homo Sapiens Sapiens.

Igualdade sem equidade é consagrar o Capitalismo de Alcova.

Cuba tem qualidade de vida superior aos EUA? Temos que descobrir os motivos; ficar cego por ideologia discriminatória é favorecer qualquer tipo de ditadura seja ela capitalista, comunista, religiosa, socialista, pois nomenclaturas são belíssimas no mundo das ideias, ou melhor, no respectivo mundo.

Cada qual tenta alcançar e materializar os princípios, contudo o ser humano, este ser de carne e osso, conflituoso eterno, é sempre transitório. Se é bom por um lado, quando há deliberação e ação contra qualquer modelo mental subjugando outros seres humanos, o mal surge quando há mais invencionices do que perceber os benefícios reais para a família humana.

Referência:

Brasil. Senado Federal. Oligopólio. Tendência do mercado de telecomunicações é de oligopólio. Disponível em: https://www.senado.gov.br/noticias/Jornal/emdiscussao/banda-larga/oligopolio.aspx

2 Comentários

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Eu poderia escrever uma longa refutação sobre as contínuas falsificações de dados de um governo tirânico, parasita e totalitário, inclusive colacionar testemunhos de pessoas que conheceram o sonho socialista em primeira mão - minha mãe, por exemplo, que militou no PT na década de 1980, e abandonou esse delírio depois de conhecê-lo.

Mas vou, ao invés disso, me limitar a uma sugestão:
Vá para Cuba, e seja feliz! continuar lendo

Cuba é PT?
Tirania. Que país é o Brasil que considerou a mulher cisgênero, desde a invasão (colonização), como subproduto do homem e, por isso, sempre foi uma pose do homem?

Que país belo é o Brasil que por séculos perseguiu os LGBTs?

Que país belo é o Brasil que impediu que outras religiões tivessem status positivo, não como seitas, como a evangélica? E agora, não maioria, perseguem umbanda, candomblé etc.

Que país é Brasil que sempre privilegiou abuso de poder para impedir qualquer movimento social para alcançar DIGNIDADE?

Se a razão é sair da "menoridade", como dizia Immanuel Kant, se é do ser humano buscar qualidade de vida, pela pesquisa do site Bloomberg, pela razão, qual destino o racional quererá? EUA ou Cuba? EUA ou Suíça? Cuba ou Venezuela? Brasil ou Cuba? Cuba ou Suécia? continuar lendo