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4 de Abril de 2020

O fetiche do corpo e das sensações pelo capitalismo

O corpo e suas sensações físicas, a sexualidade, a alimentação, o ser humano em si, os meios de produções capitalista

Sérgio Henrique da Silva Pereira, Jornalista
há 2 meses

Imagem: Sindespe

O CORPO DO TRABALHADOR

A imagem acima é sobre os valores do corpo humano no DPVAT. É um "avanço" em indenizar os trabalhadores, quando comparados com os primeiros trabalhadores na Revolução Industrial. Entretanto, é fato, tais indenizações devem ser calculadas de forma que não se tornem enriquecimento sem causa ou ilícito por parte dos indenizados. Há discussões calorosas sobre os danos morais como sendo "indústria" dos danos morais. O problema da "indústria", por enriquecimento sem causa, recai sobre os trabalhadores, jamais para os empresários. Há custo-benéfico empresarial envolvendo, por exemplo, a compra de equipamentos de segurança individual, a contratação de técnico em segurança do trabalho e a indenização aos trabalhadores. Se as fiscalizações são ausentes, por conluios entre empresários e servidores públicos, ou muito esparsas, por quantidade de servidores, o custo-benefício de não comprar os equipamentos e não ter técnico é viável. Além disso, o medo de ser mandado embora da empresa faz com que os trabalhadores não denunciem. Outra possibilidade é incutir "liberdade". Sem emprego não há salário, sem salário não há liberdade de consumidor, de prover as próprias necessidades básicas — necessidades ficológicas, como o metabolismo basal. A liberdade é poder escolher, e a escolha "racional" é a oportunidade de trabalhar.

Liberdade, escolha, oportunidade. A razão à própria existência, a conservação da saúde, é abraçar o que existe. Para manter o metabolismo basal, o mínimo necessário para as necessidades fisiológicas, consequentemente saúde, a decisão racional é ir trabalhar na empresa, mesmo que não tenha equipamento de proteção individual, ou tem, mas não serve por inadequação ao tipo laboral, ou por estar inoperante ao que se propõe. Se o trabalhador não quer, por medo de acidente, ainda assim é possível convencê-lo do contrário. A imaginação é uma consequência do receio, do medo de sofrer acidente. O que seria da humanidade sem os grandes desbravadores dos mares, das terras inóspitas: Coragem e desafio sobre a imaginação. Isso pode servir para os desbravadores. Com toda certeza, com os conhecimentos científicos, iriam se proteger. Por exemplo, malária. Se houvesse conhecimento da malária e existisse vacina, qual desbravador iria sem proteção? Ou seria maluco, suicida ou um deus. Conhecimento liberta e protege!

O CORPO, O PECADO E A SEXUALIDADE

Sexualidade sempre é um tema “constrangedor” para as religiões monoteístas como católica, evangélica, islâmica. O corpo como desejo, como receptáculo de desejos impuros da matéria sobre a alma. No budismo, o corpo é algo grosseiro, mas necessário para a evolução da alma; no espiritismo kardecista, o corpo físico é um veículo transitório que abriga o perispírito, o duplo etéreo e o espírito. Tanto no budismo quanto no kardecismo, o corpo físico não é pecado, não é impuro, da mesma maneira, os instintos não são ruins, mas meios ao fim, a preservação da vida, o aprendizado. Encontrei no YouTube:

Perguntas e respostas sobre nudez, tesão, comportamento de homens e mulheres indígenas. Logicamente, as mentes dos "civilizados" com indumentárias soa como um "constante bacanal", "tara incontrolável".

Duas observações:

1) O pudor e suas consequências nas leis — as leis serão de acordo com o grau de pudor ao corpo. Ato obsceno varia conforme o grau de concepção do que seja "pecado", "indecoroso", "vergonhoso", "vexatório";

2) As religiões e a ciência — a sexualidade pela tradição judaico-cristã é mais assunto do demônio do que de Deus. O "bafo de enxofre" quer controlar todos os filhos de Deus pelas sensações corpóreas. Abstinência sexual como controle, na falha, penitências, orações, confissões. Todo corpo nu deve ser condenado. Com o tempo, melhor dizendo, com Sigmund Freud, a sexualidade humana deixou de ser "impureza da carne" e se tornou natural ao ser humano. Todavia, ainda persistiam crenças na ciência médica, a masturbação poderia causar vários distúrbios no corpo e na mente. Mesmo após o surgimento da psicanálise, a ciência acadêmica continuava como apêndice de conceitos religiosos, agora de forma "racional" e "científico". Vários tratamentos foram criados para os "desajustamentos comportamentais". As internações em manicômios geralmente eram ditas como "soluções". Recomendo Mulheres, loucura e cuidado: a condição da mulher na provisão e demanda por cuidados em saúde mental.

Depreende-se, quanto maior o grau de reprovação ao corpo, principalmente nu, a sexualidade humana, maiores serão, como consequências, a "dureza" da legislação e os meios de "profilaxias" para os "desajustes mentais".

Dois artigos: Por que ejacular dentro de ônibus não é estupro? e “Vagões exclusivos para mulheres” é norma malfeita, omissa e falha. Oportuno dizer que ejacular dentro de transporte público, ou mesmo fora de transporte público, ou em qualquer outra situação, sem consentimento, é crime de Importunação sexual (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018): "Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018) Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave. (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018)—, e não contravenção penal".

Como disse alhures, mencionar sexualidade, principalmente numa cultura de repressão sexual, é dificílimo, pois logo surgem "vigilantes do sexo e da sexualidade alheia" para, de forma distorcida, ratificarem que há "pecado", "incentivo a pedofilia" etc.

O capitalismo, como meio de produção, aproveita-se do "pecado", da "impureza" para gerar lucro. Os prostíbulos como forma de extravasamento da libido, o mesmo quanto aos filmes e revistas pornôs. E não para por aqui. O culto da beleza ao corpo, que varia conforme o momento psíquico emocional diante do que seja pecado ou não. Por exemplo, uma tribo sem contato com os "civilizados", ou possui contato, mas mantém suas tradições originais, jamais irá ter revistas e filme de cunho pornográfico, jamais terá revista "tenha boa forma em sua silhueta". Paparazzi para obter uma promissora imagem da celulite de uma celebridade não existirá numa aldeia indígena. Cineastas, diretores, artistas, paparazzi, todos teriam que pescar para sobreviverem, a não ser que convencessem os indígenas sobre o que é "belo" — e o que é belo deve ser "mostrado".

Miss Bumbum Brasil, um concurso de beleza para eleger as "mais belas nádegas do Brasil". Os glúteos como fetiche nacional, a oportunidade como meio de produção capitalista. Neste aspecto, tantos os conservadores, melhor dizendo, as conservadoras, quanto os comunistas estão de braços dados contra a prática capitalista de coisificar a mulher; a mulher é mais do que corpo, prazer sexual. Tem-se, então, a "ética feminina". Ter direito de reconhecimento da mulher como um todo, não como "partes", como sendo possível dividir o corpo da mulher e exaltar única parte. A valorização da mulher, por este aspecto, é subtraída. É possível compara com o escravo, a sua valorização está na capacidade de produção de riqueza, de utilidade. Se tem ótima boa força física, o trabalho no campo; "boa mão" para preparar alimentos, cozinha. E sabemos que o escravo, em sua totalidade, não tem dignidade. A "dignidade" do escravo é a particularidade na produção de capital.

Ora, uma questão importante. O escravo não tem liberdade, isto é, autonomia da vontade e autopossessão para decidir o que queria. A mulher contemporânea tem liberdade de decidir o que quer fazer com o seu corpo, com sua vida.

As mulheres sempre foram reprimidas, consideradas como "desprovidas de razão". A História trata dos grandes feitos humanos como "os homens fizeram". Falar "presidenta", "sargenta" etc. são tabus. A língua vernácula é a língua da dominação de um gênero sobre o outro gênero. Como já repeti várias vezes, e é sempre importante, a qualidade da mulher, como ser autônomo e racional, era mitigada. Na legislação brasileira, no revogado Código Civil de 1916, a mulher casada era "relativamente incapaz". A mulher solteira, mesmo com seus 30 anos de idade, era considerada "problemática" aos olhos da sociedade. Pouquíssimas mulheres conseguiam ser "doutoras" no Brasil. E poucas mulheres negras foram "doutoras" neste país. Seja mulher negra ou branca, a possibilidade de ser "doutora" dependeria do tipo de comportamento pessoal perante a sociedade, e seu modelo positivo de comportamento, quanto à posição socioeconômico. Sendo de posição socioeconômica alta, branca e coesa com os valores morais, alguma possibilidade de ascensão profissional. Sendo de posição socioeconômica alta, negra e coesa com os valores morais, alguma possibilidade de ascensão profissional Entre ambas, a mulher branca tinha mais chances. Sendo branca ou negra, não de classe social alta, e, principalmente, não coesas com os valores sociais (dogma, pudor etc.), possivelmente, "criminosas natas".

Código Civil de 1916, a mulher casada era "relativamente incapaz", a permissão do marido para poder trabalhar fora do lar. Quando viúva, o trabalhar dentro do lar, os afazeres domésticos, a preparação de alimento para vender. Trabalhar em algum estabelecimento, impensável. Mulher tinha que ficar dentro de casa, cuidando da educação dos filhos. Notem que é possível, pela dogmática à mulher, construir uma ideia de "empreendedora no lar" e "mãe de família". Um substrato da dignidade da mulher. Digna por trabalhar em casa, cuidador dos filhos, ter comportamento compatível com os valores sociais (tabus, dogmas). E se a mulher viúva, com filhos, não podendo estes trabalharem, pelas idades, a possibilidade de prostituição como último recurso.

Sociedade livre é quando existe possibilidade real de escolha, e não uma escolha por necessidade. Conquanto a escolha pela comercialização do corpo possa ser uma escolha. Atualmente, as mulheres têm liberdades que as mulheres dos anos de 1950 não tinham, muto menos dos anos de 1920. Ainda assim, as liberdades individuais das mulheres foram gradativamente lentas, enquanto a dos homens foram exponenciais. O corpo feminino como o meio mais rápido para a ascensão socioeconômica. De forma bem geral, a sexualidade, por questões de tabus e dogmas, é um ótimo meio de produção capitalista, de ascensão socioeconômica muito maior.

Homens e mulheres, cisgêneros ou LGBTs, prostituem-se enquanto cursam universidades para poderem custear os gastos com a graduação, e até a pós-graduação. A competitividade exigida, também como meio de produção capitalista, por detalhes e cobranças sem muita importância. Por exemplo, no artigo Democracia consolidada. Bacharelado em Direito: por que não pós-graduação em vez de graduação? fiz ponderações. Destaco:

A pós-graduação proporcionaria uma universalização ao conhecimento, do Estado Democrático de Direito. Qualquer cidadão, que possua graduação, poderia obter o bacharelado através de pós-graduação. Até aqui, o leitor poderá perguntar “Não é mais fácil continuar com a graduação tradicional, pois não mudaria nada. Certo?”. Ou seja, é só fazer a graduação tradicional.
A “pós” seria um curso sequencial. Na esteira da Lei de Diretrizes e Bases da Educacao Nacional (Lei 9.394/96), o curso de Direito poderia ser dividido por formação específica. Ou seja, em vez do aluno ter que aprender todas as matérias (Direito Civil, Direito Penal etc.) aprenderia a matéria que usaria no dia a dia como profissional liberal. Já conversei com vários operadores de Direito, os quais disseram desnecessário o aprendizado de todos os Códigos, já que quando formados e aprovados no Exame da Ordem, os operadores iriam atuar em alguma área jurídica.
Perguntei sobre uma nova formação acadêmica, como no caso o curso sequencial. A maioria achou interessante a minha ideia. E como seria? Primeiramente, não poderia faltar o Direito Constitucional, a base de todo o ordenamento jurídico brasileiro, além de língua portuguesa [Brasil].

Várias disciplinas são ensinadas aos jovens. Neste aspecto acho importante, pois com todas às matérias (Filosofia, Sociologia, Português, Matemática, Biologia, geografia, História etc.), os jovens têm conhecimentos e podem escolher o tipo de profissão futura. Há os cursos técnicos, que não são tecnólogos, para os jovens ingressarem no mercado de trabalho. Muitos ingressam por vários motivos, geralmente por questões de econômicas na família. A família com boas condições econômicas proporcionam melhores condições para sua prole ter tranquilidade de estudarem e alcançarem o nível de graduação universitária. Com as cotas, as proles das famílias não abastadas tiveram oportunidades de alcançarem o nível de graduação. Claro, o nível de esforço para tais jovens é muito maior, pois, geralmente, trabalham, enquanto os jovens de famílias abastadas, não. E se os jovens de famílias abastadas trabalham, geralmente é serviço burocrático, nada de carregar peso, varrer chão, lavar piso.

O corpo é um fetiche para o capitalismo, uma oportunidade de meio de produção. Outro exemplo, publicidades com mulheres obesas, negras, ainda não vi menção de mulher transgênero. O corpo, ou parte do corpo, como fetiche. Os cosméticos, as roupas, os calçados, as bijuterias, enfim, partes do corpo como objetos ao fetiche capitalista. O mesmo no caso dos homens, atualmente.

A mensagem sublimar. Uma mulher, ou homem, usando alguma roupa, algum relógio, a valorização pelo que usa, não pelo que é. A roupa que "cai bem" no corpo, como salientar uma "beleza", esta construída — "O que é belo?", perguntaria Sócrates —, a gargantilha, o relógio de pulso. Dependendo do valor, do status social aos objetos, a parte do corpo é associada com o objeto, e a transformação do todo, o corpo e a própria personalidade do agente. Não à toa, os estelionatários profissionais colocam em suas páginas pessoais, nas redes sociais, verdadeiros "fetiches de ostentações". Quando a vítima se dá conta, às lágrimas. "Parecia boa pessoa, aparentava boas condições econômicas...", a justificativa por ser enganado (a). Muito provavelmente, não possuindo aparência, física de acordo com o modelo cultural capitalista de "corpo belo", não tendo imagens de objetos de status social positivo, o não interesse. Pode surgir o interesse depois de algumas conversas, ou bom tempo de conversa. Algo a mais do que a simples a aparência, o "conteúdo".

No entanto, o "conteúdo" depende da "igualdade de relacionamento interpessoal". Se há ideologias desiguais, nada mais. A tolerância quanto ao status social positivo. Possível? Sim, pelas "compensações". Ideologias desiguais, extremamente incompatíveis. Viajar, comprar presentes etc. A "compensação". Geralmente, os homens quando traem suas mulheres dão presentes, quanto maior o valor do presente, maior é o tipo de traição.

Mesmo entre casais "compatíveis" — gostos, ideologias etc. —, as desarmonias. A compra de objeto com status social positivo, considerável pelo seu valor econômico, os bilhetes para viajarem para locais paradisíacos, a reserva em restaurante "magnífico". Compensações. Sex shopping e seus "brinquedos" como possibilidades de resolverem os problemas do casal.

O corpo e suas sensações representam meios de explorações ao capitalismo. A "dignidade" do capitalismo está nos fetiches, do corpo e de suas sensações físicas. Compensações não resolvem nada, adiam diálogos. A catarse surge de foma violenta. A mulher como propriedade do homem, no Código Civil de 1916, o senhor e sua serva. A mulher como propriedade do homem, no Antigo Testamento, o senhor e a serva.

O PALADAR COMO UM FIM

A premissa de que o direito natural protege cada ser humano contra qualquer tipo de violência é mitigada pelo fetiche capitalista ao corpo e suas sensações físicas. Por exemplo, na área da alimentação humana. A moda são as propriedades organolépticas, como sabor, aroma etc. As adições, em excesso, de açúcar, sal e gordura não é à toa. Quem estuda ou estudou Nutrição sabe disso. O problema não está na justificativa de que o somatório quantitativo dos alimentos processados ou ultraprocessados causam doenças, mas há liberdade de escolha na alimentação. Quais famílias possuem tempo para prepararem seus próprios alimentos? Por que num país de toneladas de grãos, produções de várias frutas, a maioria dos brasileiros não têm acesso a tais alimentos? podemos supor que tudo deve ao tipo de região e hábitos. Concordo, em termos. Um produto que tem na maioria dos supermercados, os flocos de milho. São ricos em açúcar, não é recomendado como alimento saudável, melhor aveia in natura, por exemplo. Quem pode comprar? Geralmente, o pacote onera o orçamento doméstico da maioria dos brasileiros. Iogurte, não "bebida láctea", custa muito para a maioria dos brasileiros. A cesta básica ainda é cara para a maioria dos brasileiros.

O consumo de produtos processados e ultraprocessados é um novo tipo de comportamento tanto no Brasil como em outros países, principalmente nos EUA. A compra do tipo de processado ou ultraprocessado depende da condição econômica. A alimentação in natura custa cara. Escolha, então, é uma ilusão. O tempo para trabalhar, a necessidade de se alimentar.

O corpo e seus desejos, o capitalismo. Não quero condenar o capitalismo, mas a forma com que o capitalismo é desenvolvido como um meio individualista de produção de riqueza em detrimento à saúde de outro ser humano. Se há uma ideia de que a não agressão é o fim, os alimentos ultraprocessados e processados, quando cientes os fabricantes de seus malefícios à saúde humana, não há ética de "não agressão". Como fabricantes de cigarros de tabaco, que esconderam por décadas os malefícios, as indústrias alimentícias também escondem informações importantes aos consumidores. É má-fé. É necessário que alguma empresa descubra, ou algum profissional da área de saúde, descubra que a composição química na embalagem é "publicidade enganosa". Exemplo, o suco de uva que é suco de maçã. Suco de uva não tem maçã.

É de conceber, quando há justificativa para a criação de órgãos reguladores, fiscalizadores, ou ausências deles, de maneira que o livre mercado equilibre às relações humanas, mas permite-se criações de empresas privadas para, quando contratadas, analisarem às propriedades dos alimentos, a certeza de que há pessoa que se importam consigo mesmas. É um fato da natureza humana, não como um todo. Como mudar? A educação ética moral aos jovens que o outro ser humano é digno, não um meio. Entretanto, produzir custa muito. Há necessidade de profissionais na área de saúde para verificar as qualidades nos alimentos processados e ultraprocessados, as pesquisas demoram tempo, custam dinheiro. Além disso, não é sempre que um alimento vá custar barato — acessível para todos — por ser abundante, as especulações sobre os preços dos alimentos causam o seu encarecimento. Produzir muito não é condição de baratear. Se há maior produção, o preço, supostamente, diminuiria. Se diminui, prejuízos. Há uma premissa de que produto barato, pela quantidade, pode gerar lucros. A verdade é, a escassez gera lucro. A saída seria a exportação. E exportação, na maioria das vezes, encarece os produtos internos. O interesse é o lucro, não os consumidores, mesmo que sejam concidadãos.

CONCLUSÃO

O fetiche do corpo e das sensações pelo capitalismo é diametralmente avaliado pelo lucro, pela oportunidade ao lucro, não o valor intrínseco do ser humano, a sua dignidade. São poucos, exato dizer, preocupados com a dignidade humana. Porém, essa consciência custa caro diante das concorrências pela filosofia capitalista da Alcova.

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